Repulsana
Sinto uma lágrima escorrer na alma e não é de tristeza ou comoção... é repulsa.
Ele teve a ousadia de me mandar mensagem perguntando onde eu estava como se pudesse me controlar, onde já se viu tentar controlar o vento? Eu sou o vento que passa e leva tudo o que estiver na frente, independente de ser pó cósmico ou sujeira e ele só mostrou ser sujeira. Sujeira daquelas que entram no seu globo ocular e arranham o suficiente pra incomodar por alguns dias. Ele me incomodou assim...
Talvez não seja ele que me incomode tanto mas o que ele representa. Mais uma tentativa frustrada de encontrar o amor e eu cansei de ler em papéis de bala que tem algo vindo para mim. Ou quando as horas são números iguais e os anjos me dão a mensagem que eu não queria receber.
Deus, Jeová, Universo, Alá, Beyoncé, me ajudem... eu me perdi de novo. E se você ler os meus antigos textos essa lorota se estende há anos. Eu vivo buscando em alguém um pedaço de tecido que eu possa costurar sob minhas cicatrizes e não há tecido que costure com facilidade em papel fino... eu sou uma seda e eu não digo seda tecido.
O que aconteceu comigo? Eu me entreguei tantas vezes para pessoas erradas que quando a certa aparecer, talvez eu me entregue de novo pois eu não tenho vergonha na cara. A verdade é essa, eu não me importo muito com a rotatividade de pessoas na minha vida porque meus ciclos sempre se renovam. Mas eu sempre sinto repulsa quando percebo que as pessoas têm um lado que me decepciona, me enoja, me causa estranhamento.
Eu estou longe de ser perfeita mas tenho uma excelente auto análise e uma cruel criticidade comigo mesma, eu não preciso que as pessoas me apontem dedos e muitas vezes não me resta mais dedos a apontar a elas visto que estão todos voltados a mim.
Se o poeta fala daquilo que ele não vive, algo deu errado comigo. Eu sou uma sincericida verborrágica que não se cansa de contar suas histórias. Tudo que me resta são minhas histórias, elas são as peças do meu quebra-cabeça, quem quiser me conhecer pode começar lendo meus textos e experiências. Eu sou um livro... aliás, um blog aberto.
Comentários
Postar um comentário