Leio meus antigos textos e já não me envergonho em mudar de perspectiva e retraçar características que já não me cabem. Características que vesti diante de circunstâncias que exijiam determinada postura a fim de que eu saísse ilesa ou ao menos sobrevivesse a elas.
Não vejo problemas em mudar ou me redimir por algo que já não condiz com quem me tornei. Mudei muito nos últimos anos e nem sei dizer qual foi o momento decisivo já que diariamente faço minha higiene emocional e repenso a necessidade de alimentar emoções imaturas e desgastantes que não agregam à minha própria evolução.
Já ojerizei e amei todas as minhas fases e agora o arrependimento nem arde. Convivo bem com o meu passado na maior parte do tempo e tenho feito as pazes com meus erros, crimes e pecados. Não posso mais me permitir ser atormentada pelo meu próprio passado. O que passou passou e jazz aqui o arrependimento. Jazz aqui um cruel pensamento de que o passado ditaria todo o meu futuro. Jazz aqui o medo. Jazz o receio.
Quero apenas ser eu sem temer que talvez eu seja demasiadamente eu. Ana demais pra vocês.
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